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No início da fundação de Brasília muitos judeus foram atraídos pela aventura de deslocamento para a capital brasileira, permaneceram e se radicaram com a perspectiva de realização profissional, principalmente na engenharia e no ensino, depois transferidos compulsoriamente de cargos públicos ou atraídos para o comércio e indústria, para atender ao crescente mercado formado pelos servidores dos órgãos governamentais.

Entre 1958 e 1959, segundo relato do chaver Simon Pitel (proprietário do Restaurante Roma), alguns judeus já residiam no Núcleo Bandeirante, que reunia os trabalhadores da nova capital, que se reuniam para comemorar Hosh Hashaná e Yom Kipur no restaurante chamado “Chez Willy”. Já em 1963 alguns desses pioneiros, sentindo a necessidade de terem um contato mais fraternal entre si, formaram o GAI – Grupo de Amigos de Israel.

Era um grupo restrito, que procurava participar dos aspectos culturais, artísticos e religiosos do judaísmo. Desses pioneiros são lembrados Isaac Schafirovitch, Isaac Cohen, Mário Iussim, Salomão Bensusan, Germano Galler, entre outros.

Em 16 de março de 1964, com o aumento do número de membros da comunidade, um grupo de judeus se reúne numa sala do Banco Lowndes, na W3 Sul e era criada a ACIB – Associação Cultural Israelita de Brasília, com o objetivo de congregar os companheiros de origem e tradições judaicas, cultivando as tradições e fortalecendo os laços de amizade com os não judeus. Dentre os seus novos integrantes destacam-se os nomes de Maurício Shashoa, Jakob Bokner, Dan Landwher, Zaccarias Sarkis, Jacob Vitran, Fredi Missionchik.

A ata da reunião diz que 20 judeus decidiram criar uma entidade que “servirá como base para as famílias que aqui se encontram reunirem-se para cumprir os rituais religiosos e ser um ponto de encontro para discutir, fazer amigos, e discutir, discutir, discutir…

O dirigente da reunião foi Germano Galler, que relatou na ocasião que um ano antes as senhoras se reuniram para fundar a WIZO (World International Zionist Organization) local. A primeira presidente foi Sarita Fishel e outras foram Lulu Landwher e Edith Bensusan. O primeiro presidente da ACIB foi Isaac Schafirovitch. Atualmente algumas associadas da ACIB estão fazendo um trabalho de reestruturação da WIZO.

A administração da ACIB começou organizada tendo como base uma Diretoria e um Conselho Consultivo. Antes da instalação de sua atual sede as reuniões, cerimônias e comemorações eram realizadas em diversos lugares, como por exemplo os salões do Iate Clube, Country Club, Bancrévea (Banco da Amazônia), Maison de France, assim como as residências de seus membros.

No ano de 1958, isto é, dois anos antes da fundação oficial da cidade, a comunidade israelita de Brasília já entrava com um requerimento para que a NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital) fornecesse um terreno onde seria levantada a sede da ACIB. O pedido foi aprovado em 1969 e a comunidade, através do pagamento simbólico de CR$ 60,00 (sessenta cruzeiros), adquiriu um terreno de 10.000 m2 numa bem localizada área na Asa Norte.

Em setembro de 1972, na chácara do Sr. Dan Landwher, anunciou-se o início de uma campanha nacional para a construção da sede da associação e da sinagoga. Testemunhas oculares de então salientam que houve pouquíssima ajuda nacional, e que decisivas foram as colaborações das mulheres locais. Por exemplo, houve uma histórica reunião patrocinada pela estão senhora do Embaixador de Israel e as senhoras da WIZO (Grupo Anne Frank), encabeçadas por Stella Bassous e Etty Ghariani, que resolveram que chegara a hora da colocação do primeiro tijolo. Devem ser lembradas também Lulu Landwher, Cecília Pitel, Helena Barcessat e Edith Bensusan.

Esse pequeno histórico tem o objetivo de demonstrar a determinação dos associados da ACIB na manutenção de uma entidade representativa do judaísmo na capital federal, e como o pequeno número de chaverim dificulta a realização de todas as ações que se fazem necessárias.